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segunda-feira, 12 de março de 2012

Dilma, exclusivo: Mais ainda!

Meu alter ego publicou sua entrevista com Dilma. Leia aqui as partes que você não leu lá*:


Quem imaginava uma presidente emocionalmente abalada, depois de chorar em público pela saída de um assessor, pode desistir. A Dilma Rousseff que entrou no salão do Palácio Alvorada para tomar café vinha lépida, feliz, rejuvenescida e entusiasmada. Com sua simpatia natural: “cadê a droga do meu café-da-manhã? Vocês já se atrasaram de novo?!”. Sentou-se e eu a cumprimentei: “bom dia, presidente! Que honra lhe ver depois de...” - fui, generosamente, interrompido por ela que afirmou: “nem vem, Nassifra, o que você quer?! Seu dinheiro já foi depositado por Erê (Erenice Guerra, primeira-dama da República). O desconto dos 6% é a taxa de sucesso que você já está careca de saber...” Assim que ela terminou o caloroso cumprimento, expliquei o motivo da minha visita. Como se fosse possível, Dilma se tornou mais receptiva ainda: “P#$@, nada de foto, Celso (Kamura, cabeleiro oficial) tá de férias...”

Expliquei que não seriam necessárias fotos, pois o povo brasileiro via o sorriso dela, naturalmente, toda vez que fechava os olhos...

Logo depois deste descontraído bate-papo, o copeiro entrou com o modesto café-da-manhã. Dilma lhe recebeu com um simpaticíssimo “bom dia” que dispensa transcrição.

Eu assisti a presidente comer, enquanto lia o Diário do ABC. Eu não me convidei, pois já tinha jantado na noite anterior. Depois de se deliciar com seu tradicional café-da-manhã brasileiro, Dilma se levantou e foi se preparar para o expediente.

Acompanhei a presidente até a área de trabalho. Ao chegar lá, ela cumprimentou todos com um carinho inenarrável. Logo em seguida, dirigiu-se rapidamente para seu gabinete para iniciar os despachos. Na porta uma placa escrita “Presidente da República”, fiz menção de entrar, mas fui impedido antes que cometesse uma gafe. Não era ali a sala de Dilma. Andamos mais um pouco e vi uma porta pequena que parecia a de um armário, nela escrito “Puxadinho”. Dilma e sua comitiva entraram lá. Indaguei o motivo daquilo e responderam que a outra sala ainda pertencia a Lula e ninguém entrava lá. Estava guardada para sua gloriosa volta.

Depois do despacho, Dilma se reuniu com lideranças do PMDB para tratar da ótima relação entre o partido e o PT. Eu não pude acompanhar a reunião, mas da porta deu para ouvir os gritos agradáveis que saíam de lá. Após alguns minutos, um deputado peemedebista saiu alegre, bateu na calça e me falou sorrindo: “melhor cem mil na cueca do que um na poupança, né não, Nassifra?!” Fui obrigado a discordar...

Logo em seguida, a presidente foi até uma escola próxima ao Palácio para um visita. Uma das crianças levantou a mão e Dilma perguntou:
- Qual é o seu nome, meu filho?
- Paulinho.
- E qual é a sua pergunta?
- Eu tenho três perguntas.
- A primeira é “Onde está o dinheiro do cofre do Adhemar?”
- A segunda é “Quem matou o Prefeito Celso Daniel?”
- E a terceira é “A senhora sabia dos escândalos do mensalão ou não?”.

Dilma ficou desnorteada, mas neste momento a campainha para o recreio tocou e ela aproveitou e disse que continuaria a responder depois do recreio.

Após o recreio, Dilma disse:
-OK, aonde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas. Quem tem pergunta?

Um outro garotinho levantou a mão e Dilma apontou para ele e perguntou:
- Qual é seu nome?
- Joãozinho, e tenho cinco perguntas:
- A primeira é “Onde está o dinheiro do cofre do Adhemar?”
- A segunda: “Quem matou o Prefeito Celso Daniel?”
- A terceira: “A senhora sabia dos escândalos do mensalão ou não?”
- A quarta: “Porque o sino do recreio tocou meia hora mais cedo?”.
- E a quinta: “Cadê o Paulinho?!”

Saímos rapidamente da escola por conta de uma emergência nacional.

Ao final desta alegre visita à escola, Dilma voltou para a Granja do Torto e fui impedido de acompanhar o final do dia da presidente.

Apesar do encerramento súbito, deu para considerar bastante produtivo o nosso dia com a presidente Dilma. Fico no aguardo de um novo convite.


*Notas: (1) em 10/01/11, publiquei o artigo falso "Especial: o Dia com a Presidente". Ontem, 11/03/12, Luis Nassif publicou em seu blog sua entrevista com Dilma e não pude deixar de notar as semelhanças. (2) Piada do Paulinho original de http://antidilma.com.br

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Entrevista ao CiFuDe

No ar a entrevista que dei ao projeto CiFuDe. Falei sobre jornalismo, política e minha relação com o PT!

sábado, 23 de abril de 2011

Manual do Jornalista Vendido: O Senso Comum

Neste terceiro guia da série, irei ensinar uma das melhores ferramentas do jornalista vendido. Mas antes, você precisa entender como flui a informação. Divido o universo das notícias em três níveis: o inferno das pessoas esclarecidas (ex.: escrever sobre indígenas para antropólogos), o limbo dos que têm dúvidas (ex.: escrever sobre indígenas para quem irá conferir a informação) e o paraíso do senso comum. Este último, como o nome diz, é o paraíso. É nele que o jornalista vendido deve atuar.

Para explicar, vamos usar um exemplo prático:

“7 de abril de 2011. 8h30min. Um atirador entra numa escola com duas armas e causa um massacre”. Uma notícia chocante é um terremoto. Depois do terremoto vem o tsunami de opiniões. A maioria delas será de senso comum. 



Aí o jornalista vendido ataca! Como?

Em primeiro lugar, você sabe que seu cliente pode ser responsabilizado por isso. Em segundo, também sabe que ele se interessa pelo fim do comércio legal de armas. Há alguns anos, ele fez um plebiscito para acabar com elas e não conseguiu. TERREMOTO! Lá vem o tsunami... A primeira coisa que você precisa saber é que o senso comum é burro e maniqueísta (ou tudo é bom ou tudo é ruim). Para o senso comum: armas = violência = crianças mortas. Sem meios termos. Logo: sem armas, sem violência, sem crianças mortas. O problema não é o tráfico de armas pelas fronteiras é o comércio legal de armas! Não são fronteiras são armas! Fronteiras: NÃO, armas: SIM! Repitam, crianças. Repitam! Repitam! Pronto... Você usou o senso comum para plantar uma ideia e, ainda, tirou o foco da responsabilidade de seu cliente no caso (as fronteiras). Meu colega, Paulo Henrique Amorim, ainda conseguiu atacar o PIG (veja). Mas isto é para os mestres. Muito avançado para iniciantes. 

No Brasil, existem muitos assuntos no senso comum: Ditadura ruim. Homossexualidade legal. Questão racial. Privatização vendilhona. FHC malvado, Lula salvador. Rico malvado, pobre salvador. Logo: FHC é rico e Lula pobre. Mulheres vencedoras. Ambientalismo fundamental. Estados Unidos imperialista. Cuba perfeita... Dentre vários e vários outros. Estes sensos comuns foram alimentados, por anos, pela esquerda brasileira. As pessoas realmente acreditam neles. Por isso, sempre que uma notícia puder pender para o negativo, o senso comum sempre pode virar o jogo. 

Utilize bem esta ferramenta e seja um jornalista vendido VENCEDOR!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Manual do Jornalista Vendido: Os 7 tipos de petistas

Este é o segundo guia para jornalistas fracassados que desejam se dar bem entre os petistas. No primeiro ensinamos os dez passos necessários para isso. Agora, iremos nos aprofundar no assunto. Para se dar bem entre os petistas, a primeira coisa que você precisa saber é que nem todos são iguais. Nós, jornalistas vendidos profissionais, os classificamos em sete tipos. Apesar da divisão ser "etária", ele pode estar em qualquer um dos níveis - não importa a idade, posição ou cargo do petista. Mas, a seguir, há varias dicas para lhe ajudar a identificá-los. Sucesso!

Os 7 tipos de petistas:

1. Petista Menino Mimado: É aquele petista que acha que o mundo se resume à ideologia do PT. Acredita ser o centro do Universo. Todo pensamento verdadeiro que existiu, existe e existirá é o de seu partido. O resto é golpismo. Tem a certeza que o restando do mundo é contra ele. Infantilmente, pensa que todos os petistas são perfeitos, incólumes e infalíveis. Caso alguém prove o contrário: é golpismo! Este é o tipo de petista que não tem fundamento para debater assunto nenhum. Se é questionado sobre qualquer assunto ele não terá argumento. Então, ele partirá para agressão ou para ironia. No final, sempre considerará que venceu o debate, afinal, quem não é petista é ignorante.

Kiko seria um petista menino mimado
2. Petista Adolescente Rebelde: A puberdade do petismo. Este é o petista que questiona as atitudes do partido. Nesta fase ele começa entender que a totalidade da existência não se resume ao PT. Fica confuso e passa a considerar possível as acusações contra o partido. Aqui acontece o divisor de águas. Neste momento ou ele sai do partido e passa para o lado dos radicais da oposição ou começa a se tornar petralha. Mas não é por estar em dúvida que ele deixará de defender o partido. Nos debates ele é muito mais preparado que o petista menino mimado, porém, é só ser apertado que ou parte para agressão ou some.

Um típico petista adolescente rebelde
3. Petista Jovem Religioso: Já aceita que o partido não foi infalível em todos os momentos e fez escolhas erradas. Mas, para ele, os homem que falharam não o PT. Da mesma forma como os católicos que acreditam em "uma Igreja santa de homens pecadores". Este é o petista que glorifica Lula como messias. Um intocável que anda sobre a lama sem sujar nem os sapatos. Ele não gosta de nenhum mesaleiro, pois todos são Judas que traíram a confiança do grande mestre. Nos debates ele foge de assuntos relacionados ao mensalão, pois tem vergonha de assumir. Mas, se questionado sobre as atitudes de Lula, reage da mesma forma que um petista menino mimado.

Lula, a "divindade" adorada pelo petista jovem religioso
4. Petista Corno Manso: Ele já entende que nem o PT e nem Lula são infalíveis. Mas foram errinhos que qualquer um cometeria. Ele perdoa. Este é o petista que fala "mas os tucanos fizeram muito pior". Para ele tudo pode ser relativizado. Afinal, fizeram coisas erradas, mas o país está muito bem e foram "perdoados" nas urnas. Este é o quarto nível de petista mas o primeiro, verdadeiramente, petralha. Ele aceita tudo que vem do partido e sempre arruma uma desculpa. Nos debates ele é mais preparado, tem formação e sempre vai arrumar um argumento para tudo. Mesmo que lhe mostre todas as sujeiras do partido, ele jamais aceita a derrota.

Marcos Lula é um petista corno manso
5. Petista Catedrático: É o petista que sabe que tudo está errado, mas não liga. Sabe que o PT é corrupto, que Lula é corrupto e que se tivesse lá também seria corrupto. Mas para ele o que importa é a ideologia. É aquele esquerdista que acredita e defende o marxismo mesmo que todas os norte-coreanos morram de fome. Mesmo que todos cubanos fujam para Miami. Mesmo que a China seja tão capitalista quanto os Estados Unidos na economia, mas amordace a população com um pseudo-socialismo. Prefere um esquerdista roubando do que um direitista trabalhando. Este petista não debate as atitudes do partido, só a ideologia.

O artista Chico Buarque, um petista catedrático, e Lula
6. Petista Raposa Velha: Este é, de longe, o pior tipo de petista. É o petralha profissional. Este é o petista que lhe rouba, quebra seus sigilos, cospe na sua cara, xinga a sua mãe, põe a culpa dos crimes dele em você e ainda pede seu voto. Nesta fase a única ideologia do petista é ganhar mais e mais. Sorrindo, ele ocupa os órgãos públicos, elegíveis ou não. É diretor de estatais, prefeito de sua cidade, deputado, senador, ministro e presidente. Ele é mensaleiro, aloprado, jornalista progressista e tudo mais que não preste. Este petista atropela tudo que estiver no seu caminho, foi ele quem matou Celso Daniel. O queira bem longe de você. Em debates ele sempre é agressivo, mas se for pego na mentira, se faz de vítima.

José Dirceu é uma das maiores espécimes de petista raposa velha
7. Petista Velho Gagá: Este é o petista mais perdido de todos. Nunca sabe o que está acontecendo no país. Ele é petista por não saber, ou ligar, que exista uma outra opção. Sempre que falam com ele parece que tem alzheimer, pois tudo lhe parece uma novidade. Odeia falar, ver, ouvir e pensar política. Vota a cada dois anos por obrigação e em quem lhe dizem para votar. Se questionado sobre qualquer atitude de política ele diz que isso é chato e não quer discutir. É o petista que diz: "política, religião e futebol não se discute". Apesar de ser o mais inofensivo de todos, é o mais irritante.

Cidadão de bem tentando salvar um petista velho gagá de se afogar 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sem a Telemar, Lulinha teria cocô

Lulinha saiu, literalmente, da merda graças ao pai

Fábio Luís, o Lulinha, recebia R$ 600 por mês no Jardim Zoológico de São Paulo, até 2003. O seu trabalho consistia, basicamente, em recolher os estrumes da simpática e famosa elefante Teresita. Um trabalho digno para um filho de um político da importância de Lula... Afinal, a paquiderme é a maior estrela do zoológico paulista! 

Era assim que Lulinha costumava ver Teresita

Porém, após uma emocionada despedida de sua amiga Teresita, Lulinha abriu a empresa Gamecorp. O capital social da empresa era de meros R$ 100 mil. Entretanto, usando sua enorme experiência como negociador dos estrumes da Teresita, vendeu por - olha lá -  R$ 5 milhões as ações para a Telemar (hoje OI). A empresa de telefonia investiu mais R$ 10 milhões na produção de um programa para gamers em uma TV Traço. R$ 15 milhões para quem, um ano antes recolhia (perdão) cocô. Alguma coisa cheirava mal nessa história... E não era o cocô!

Lula, o pai, explicou o sucesso do filho: "Deve haver um milhão de pais reclamando: por que meu filho não é o Ronaldinho? Porque não pode todo mundo ser o Ronaldinho"... Melhor que ser pai do Ronaldinho é ser filho do Lula!

Se Lulinha tivesse continuado a trabalhar no zoológico, com seu salário de R$ 600, levaria um pouco mais de  2083 anos para juntar o dinheiro que recebeu da Telemar. Mas claro que ele não se contentaria com isso. Não... Ele é um Ronaldinho! Ele faria dinheiro com aquilo que tinha em mãos. Ou seja: cocô.

Se o grande empreendedor Lulinha fosse vender cocô, teria que negociá-lo ao preço de mercado. 30 quilos de estrume é vendido pela bagatela de R$ 1,00. Mas, não se preocupe com a produção do merda-empresário... Teresita faz 100 quilos de cocô por dia. Não tenham pena, quanto mais ela fizesse mais ele lucraria. Assim, ele venderia os 100 quilos do estrume de Teresita por R$ 3,33. 

Todavia, vocês acham que o Ronaldinho do cocô se contentaria com só um fornecedor? Mas é claro que não! Ele expandiria seu negócio para os outros nove elefantes do Jardim Zoológico de São Paulo. Assim, produziria a impressionante quantidade de uma tonelada de estrume por dia. Isto lhe renderia R$ 33,33 ao dia. Durante um mês ele lucraria quase mil reais. Somando isso ao seu salário, ele ganharia R$ 1600 por mês.

Para juntar os mesmos R$ 15 milhões, levaria um tempo muito menor. Apenas 781 anos. Pode parecer muito, mas - lembre-se - estamos falando de cocô. Pensando bem, com a Telemar recebeu esta quantia em meses. Ele deve ter feito esta conta antes de aceitar o negócio. Mas o que ele esqueceu de acrescentar na equação é que o dinheiro do cocô era muito mais limpo!

Nota: A parte que ele recolhia estrumes no zoológico, infelizmente, é ficção.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Especial: O Dia com a Presidente (Final)

Acompanhe a segunda e última parte da minha visita à presidente Dilma:

Depois do café-da-manhã agradável na Granja do Torto, acompanhei a presidente Dilma até o Palácio do Planalto. Ao chegar lá, a presidente cumprimentou todos com um carinho inenarrável. Logo em seguida, dirigiu-se rapidamente para seu gabinete para iniciar os despachos. Na porta uma placa escrita “Presidente da República”, fiz menção de entrar, mas fui impedido antes que cometesse uma gafe. Não era ali a sala de Dilma. Andamos mais um pouco e vi uma porta pequena que parecia a de um armário, nela escrito “Puxadinho”. Dilma e sua comitiva entraram lá. Indaguei o motivo daquilo e responderam que a outra sala ainda pertencia a Lula e ninguém entrava lá. Estava guardada para sua gloriosa volta.

Depois do despacho, Dilma se reuniu com lideranças do PMDB para tratar da crise entre o partido e o PT. Eu não pude acompanhar a reunião, mas da porta deu para ouvir os gritos agradáveis que saiam de lá. Após alguns minutos, um deputado peemedebista sai alegre, bate na calça e me fala sorrindo: “melhor cem mil na cueca do que um na poupança, né não, Nassifra?!” Fui obrigado a discordar...

Logo em seguida, a presidente foi até uma escola próxima ao Palácio para um visita. Uma das crianças levantou a mão e Dilma perguntou:
- Qual é o seu nome, meu filho?
- Paulinho.
- E qual é a sua pergunta?
- Eu tenho três perguntas.
- A primeira é “Aonde está o dinheiro do cofre do Adhemar?”
- A segunda é “Quem matou o Prefeito Celso Daniel?”
- E a terceira é “A senhora sabia dos escândalos do mensalão ou não?”.
Dilma ficou desnorteada, mas neste momento a campainha para o recreio toca e ela aproveita
e diz que continuará a responder depois do recreio.

Após o recreio, Dilma diz:
-OK, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas. Quem tem pergunta?
Um outro garotinho levanta a mão e Dilma aponta para ele.

- Pode perguntar, meu filho.
- Como é seu nome?
- Joãozinho, e tenho cinco perguntas:
- A primeira é “Aonde está o dinheiro do cofre do Adhemar?”
- A segunda é “Quem matou o Prefeito Celso Daniel?”
- A terceira é “A senhora sabia dos escândalos do mensalão ou não?”
- A quarta é “Porque o sino do recreio tocou meia hora mais cedo?”.
- A quinta é “Cadê o Paulinho?” 

Saímos rapidamente da escola por causa de uma emergência nacional.

Ao final desta alegre visita à escola, Dilma voltou para a Granja do Torto e fui impedido de acompanhar o final do dia da presidente.
Apesar do encerramento súbito, deu para considerar bastante produtivo o nosso dia com a presidente Dilma. Fico no aguardo de um novo convite.

Ps.: Se alguém souber do paradeiro de Joãozinho, a família está procurando...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Especial: O Dia com a Presidente (Parte 1)

Convidado pela assessora especial e professora de reto-tórica da Presidência, a sra. Caguinha de Ilhéus, passei o dia seguindo a agenda da presidente Dilma Hussein. Claro que me enchi de orgulho por ser o primeiro jornalista do país a assistir como trabalha a capitã do Titanic chamado Brasil.

Antes de mais nada, quero dizer que fiquei bastante impressionado com a humildade da presidente. Muito simpática, trata todos os funcionários com um carinho admirável.

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Agora, acompanhem a primeira parte deste especial com o cotidiano da primeira presidente mulher, e do sexo feminino!, do Brasil:

Cheguei na Granja do Torto bem cedo, pois fui informado que a presidente madruga. Como um golpe de sorte, entrei no exato momento em que ela acordava, um pouco depois das 10hs da madrugada. Conversei com sua ajudante de ordem e perguntei como era trabalhar com Dilma: “ainda estamos nos acostumando a trabalhar assim logo pela manhã, Lula só acordava às 14hs”. Dilma mudou mesmo o ritmo da casa!

Fui para o lugar em que a presidente tomaria seu café-da-manhã no momento em que um funcionário saía com garrafas de cachaças, enquanto levava um esporro do copeiro: “eu já não lhe disse que ela não é o Lula, tire essas coisas daqui!” - assim que me viu, falou - “sente-se, sr. Nassifra a presidente já vem”.

Mal deu tempo de tomar meu lugar e a presidente entrou com sua simpatia natural: “cadê a droga do meu café-da-manhã? Vocês já se atrasaram de novo?!”. Sentou e eu a cumprimentei: “bom dia, presidente! Que honra lhe ver depois de...” - fui, generosamente, interrompido por ela que afirmou: “nem vem, Nassifra, o que você quer?! Seu dinheiro já foi depositado por Erê (Erenice Guerra, primeira-dama da República). O desconto dos 6% é a taxa de sucesso que você já está careca de saber...” Assim que ela terminou o caloroso cumprimento, expliquei o motivo da minha visita. Como se fosse possível, Dilma se tornou mais receptiva ainda: “P#$@, nada de foto, Celso (Kamura, cabeleiro oficial) tá de férias...”

Expliquei que não seriam necessárias fotos, pois o povo brasileiro via o sorriso dela, naturalmente, toda vez que fechava os olhos...

Logo depois deste descontraído bate-papo, o copeiro entrou com o modesto café-da-manhã. Dilma lhe recebeu com um simpaticíssimo “bom dia” que dispensa transcrição.

Mas, agora, pegue seu caderninho e anote o conteúdo da cesta de café da presidente e faça igual na sua casa (lembre-se de usar seu Cartão Bolsa Família Plus):

  • Croissant decorado com ouro comestível e diamantes 
  • Geléia artesanal de groselha 
  • Uma xícara de café de Kopi Luwak, da Indonésia. 
  • Para finalizar, um coquetel com licor Chambord de framboesa e champagne. (Fazendo a linha fome zero, a garrafa do licor é feita com ouro, diamantes e pérolas) 

Eu assisti a presidente comer, enquanto lia o Diário do ABC. Eu não me convidei, pois já tinha jantado na noite anterior. Depois de se deliciar com seu tradicional café-da-manhã brasileiro, Dilma se levantou e foi se preparar para ir ao Palácio da Alvorada. Mas sem antes dar uma passadinha com o AeroLula em São Paulo para um rápido almoço no Fasano.

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Não perca amanhã a segunda parte deste Especial com a rotina de Dilma no Palácio da Alvorada. Até lá...

Ps.: Morra de inveja PH Amorim!